São Paulo, entre as cidades brasileiras, é a que tem a maior concentração de nordestinos, que dividem com os paulistas vários de seus costumes. Um dos que mais agrada e que já faz parte da cultura paulista, está no campo da culinária, bem representada pelas originais casas do norte, como pelas barracas de tapioca nas feiras livres.
Alguns pratos nordestinos já conquistaram o paladar dos curiosos paulistas, entre eles: Xin xim de galinha, bobó de camarão, arrumadinho, galinha cabidela e sarapatel. “O mais pedido é o baião de dois, que tem carne seca, feijão de corda, coentro, mandioca frita e outros ingredientes. Aos domingos, temos até fila”, explica o cearense Vicente, dono do restaurante Chapéu de Couro.
Há 19 anos, ele e sua esposa Lorenza Tereza, paraguaia de Pero Juan Caballero, comandam a quatro mãos o restaurante, um dos nove dentro do CTN – Centro de Tradições Nordestinas, que traz também costumes religiosos, com a igreja da Imaculada Conceição, nos artesanatos e instrumentos zabumba-triângulo, ou ainda, pelo improviso dos repentistas.